Produção Hidráulica com valor mensal mais elevado de sempre

A produção renovável abasteceu 88% do consumo de energia elétrica em fevereiro, incluindo saldo exportador, e a não renovável os restantes 12%. Trata-se da percentagem renovável mais elevada desde abril de 1979. O saldo de trocas com o estrangeiro, exportador, equivaleu a cerca de 20% do consumo nacional.

O consumo de energia elétrica apresentou uma contração homóloga de 3,1%, devido fundamentalmente ao efeito de ano bissexto, com menos um dia este ano. Com correção de temperatura e dias úteis a queda atenua-se para 0,8%, não se verificando efeito significativo do confinamento devido à pandemia. A evolução anual regista uma variação marginalmente positiva, com 0,1%, ou menos 1,3% com correção de temperatura e dias úteis.

“Produção Hidráulica com valor mensal mais elevado de sempre transporta energia renovável para máximos históricos de 1979”

Este mês, as condições foram particularmente favoráveis para as energias renováveis. O índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,85 (média histórica igual a 1), com a produção hidráulica a registar a produção mensal mais elevada de sempre, com 2709 GWh, enquanto o índice de produção eólica registou 1,19 (média histórica igual a 1). A produção renovável abasteceu 88% do consumo (incluindo saldo exportador) e a não renovável os restantes 12%. Trata-se da quota renovável mais elevada desde abril de 1979. O saldo de trocas com o estrangeiro, exportador, equivaleu a cerca de 20% do consumo nacional.

No período de janeiro e fevereiro, o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,39 (média histórica igual a 1) e o de produtibilidade eólica em 1,14 (média histórica igual a 1). Nestes dois meses, a produção renovável abasteceu 79% do consumo, repartida pela hidroelétrica com 42%, eólica com 30%, biomassa com 5% e fotovoltaica com 2%. A produção não renovável abasteceu 21% do consumo, fundamentalmente com gás natural, representando o carvão apenas 2%. O saldo de trocas com o estrangeiro, exportador, equivaleu a cerca de 6% do consumo nacional.

No mercado de gás natural registou-se em fevereiro uma variação homóloga negativa em 25%. Esta quebra acentuada, deveu-se ao segmento de produção de energia elétrica que recuou 77%, condicionado pela elevada disponibilidade de energia renovável. O segmento convencional registou uma evolução positiva de 2,6%, não se verificando qualquer efeito do confinamento, tal como no caso da eletricidade. No final de fevereiro, o consumo acumulado anual de gás natural regista agora uma variação negativa de 17%, com um crescimento de 2,4% no segmento convencional e uma contração de 52% no segmento de produção de energia elétrica.


Janeiro com maior consumo de energia elétrica de sempre

O consumo de energia elétrica registou, em janeiro, o valor mensal mais elevado de sempre e apresentou um crescimento homólogo de 2,7%, com uma primeira quinzena muito forte devido às temperaturas baixas e uma segunda quinzena já em queda, com o novo confinamento. Com correção de temperatura e número de dias úteis o consumo contraiu 1,8%.

As afluências aos aproveitamentos hidroelétricos estiveram próximas dos valores normais para este mês, com o índice de produtibilidade respetivo a situar-se em 0,97 (média histórica igual a 1), enquanto nas eólicas se verificou um regime muito favorável com o índice de produtibilidade respetivo a registar 1,09 (média histórica igual a 1). Desta forma, 66,3% do consumo foi abastecido com produção renovável, repartida por hídrica com 30,6%, eólica com 28,7%, biomassa 5,5% e fotovoltaica 1,5%, enquanto a produção não renovável abasteceu 28,1%, repartida por gás natural com 24,1%, carvão com 3,6% e outras não renováveis com 0,4%. O saldo de trocas com o estrangeiro foi responsável pelos restantes 5,6% do consumo nacional.

No mercado de gás natural, o consumo foi mais intenso na primeira quinzena do mês, com o frio, tendo-se registado máximos históricos de consumo no sistema nacional, e menos na segunda quinzena do mês, altura em que se iniciou novo confinamento.

No final do mês o consumo total de gás natural registou uma variação homóloga negativa em 11,6%, prejudicado pela redução de 34% verificada no mercado elétrico, enquanto no segmento convencional se registou um crescimento de 1,9%.


Vaga de frio aumenta consumo de gás natural e eletricidade

A onda de frio que se abateu em Portugal desde o início do ano levou os consumos de gás natural e eletricidade em Portugal a superar máximos históricos consecutivos tanto a nível de pico como de consumo diário.

O consumo máximo diário de energia elétrica foi subindo ao longo da vaga de frio, fixando-se no dia 13 em 185,1 GWh, superando um máximo já com 11 anos, datado de 11 de janeiro de 2010. O maior pico de consumo de sempre registou-se no dia 12 às 19:30 atingindo 9887 MW, ultrapassando o anterior pico, de 9403 MW, igualmente de 2010.

“Vaga de frio empurra consumo de gás natural e eletricidade para máximos históricos sucessivos”

Em relação ao gás natural, no dia 5 atingiu-se o consumo diário mais elevado de sempre, com 299,1 GWh, ultrapassando o anterior máximo de 269,9 GWh ocorrido em 5 de dezembro de 2017. Ainda no dia 5, às 20:00 atingiu-se o pico de consumo mais elevado de sempre com 14874 MW, quando o anterior máximo era de 13539 MW ocorrido em 7 de janeiro de 2020.

Ainda no gás natural de referir novos máximos históricos, no dia 5 na máxima emissão diária do terminal de GNL de Sines para a rede e no dia 8 na exportação para Espanha, através da interligação de Campo Maior.


Portugal atinge 111h sem produção de energia térmica convencional

A redução de consumos no período do Natal, associada a elevadas disponibilidades eólicas e hídricas, levaram ao maior período registado até hoje no sistema nacional sem a contribuição de qualquer produção térmica clássica, ascendendo a 111 horas, no período entre os dias 24 e 28 de dezembro.

Neste período o sistema foi abastecido a partir de produção eólica com 47%, hídrica 19%, importação 17%, fotovoltaica com 2% e os restantes 15% de cogeração e biomassa.

O anterior período máximo sem térmica convencional tinha ocorrido em abril de 2018, totalizando 88 horas.Este ano, a contribuição do carvão para o abastecimento o consumo de eletricidade foi de 4%, quando habitualmente ultrapassava os 20%.

Para João Conceição, COO da REN, “estes dados revelam a robustez do Sistema Eléctrico Nacional, pois quando é necessário ajustar a diferentes fontes de produção, estas ficam disponíveis, em condições competitivas de mercado, assegurando a segurança e a fiabilidade do abastecimento”.


Produção renovável abastece 56% do consumo em Novembro

O consumo de gás natural registou um crescimento de 2,3% em novembro, face ao homólogo, com o segmento convencional a recuar 0,1% e o segmento de produção de energia elétrica a crescer 6,7%. No final de novembro, o consumo acumulado anual registou uma variação negativa de 1,4%, com uma quebra de 5,0% no segmento convencional e um crescimento de 5,1% no segmento de produção de energia elétrica.

O consumo de energia elétrica recuou 5,1% em novembro, ou 3,8%, com correção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis, face ao período homólogo. Já no acumulado do ano, a evolução é negativa em 3,5%, ou 3,9% com correção de temperatura e dias úteis.

A produção renovável abasteceu 56% do consumo nacional de energia elétrica (incluindo saldo exportador) em novembro, tendo a não renovável sido responsável pelos restantes 44%.

Em novembro, o índice de produtibilidade hidroelétrica ficou perto do regime médio registando 0,96 (média histórica igual a 1). Na produção eólica as condições foram menos favoráveis com o índice respetivo a registar 0,88 (média histórica igual a 1). A produção renovável abasteceu 56% do consumo (incluindo saldo exportador) e a não renovável os restantes 44%. O saldo de trocas com o estrangeiro, exportador, foi o mais elevado deste ano equivalendo a 17% do consumo nacional.

No período de janeiro a novembro, o índice de produtibilidade hidroelétrica anual situou-se em 0,97 (média histórica igual a 1) e o de produtibilidade eólica em 0,92 (média histórica igual a 1). Neste período, a produção renovável abasteceu 57% do consumo, repartida pela hidroelétrica e eólica, ambas com 24%, biomassa com 7% e fotovoltaica com cerca de 3%. A produção não renovável abasteceu 40% do consumo, fundamentalmente com gás natural, representando o carvão cerca de 4% do consumo. O saldo de trocas com o estrangeiro abasteceu os restantes 3% do consumo nacional.


Gás Natural para produção de energia elétrica com novo máximo histórico

O consumo de gás natural para abastecimento das Centrais Termoelétricas do Sistema Nacional atingiu, a 16 de Outubro, o valor diário mais elevado de sempre, com 136,5 GWh. Este valor ultrapassa o anterior máximo, registado a 17 de Agosto de 2017, com 134,5 GWh.

Em termos acumulados, o consumo de gás natural para abastecimento das centrais termoelétricas registou ao final do mês de setembro um crescimento de 7% face ao ano anterior.